Ter um humor positivo beneficia e o valor do dólar diminui para R$ 4,85.

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Por Victor Rezende, Valor — São Paulo
22/12/2023 10h21 Atualizado há um dia
O câmbio interno continuou a tendência positiva observada recentemente e está em uma trajetória de apreciação. A influência positiva do exterior está ajudando o dólar a buscar níveis mais baixos, o que levou a moeda americana a testar novamente o valor de R$ 4,85. Isso é apoiado por dados e expectativas de inflação mais fracas nos Estados Unidos. Esse movimento é surpreendente, pois normalmente dezembro apresenta saídas maciças de dólares, mas mesmo assim, a moeda brasileira continua apresentando um bom desempenho.
Por volta das 13h10, o dólar estava sendo negociado a R$ 4,8585, com uma queda de 0,59% no mercado à vista, enquanto o dólar futuro para janeiro apresentava um recuo de 0,58%, chegando a R$ 4,8555. Nesse sentido, o dólar “casado”, que é obtido pela diferença entre a taxa futura e a taxa atual, estava negativo em 3 pontos-base, o que não é comum e pode indicar fluxo estrangeiro.
Os fundamentos da economia americana têm sido mais significativos no final do ano. Os gastos com consumo abaixo do esperado em novembro, juntamente com as expectativas de inflação a curto e médio prazo em queda nos EUA, fizeram com que o dólar perdesse força novamente, o que beneficiou o câmbio interno. No entanto, os movimentos estão mais contidos em comparação aos dias anteriores, possivelmente indicando um esgotamento da tendência de apreciação a curto prazo. No horário mencionado acima, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas principais, apresentava uma queda de 0,15%, chegando a 101,69 pontos.
Além dos fatores externos, o ambiente interno também é positivo. As declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o comprometimento com a meta de um resultado primário equilibrado em 2024 foram favoráveis, assim como a melhora significativa no setor externo brasileiro. Na visão dos estrategistas do Lombard Odier, esse cenário indica que o câmbio interno tem um caminho de apreciação pela frente. O banco suíço acredita que o dólar deve cair para R$ 4,80 em três meses e para R$ 4,50 em seis meses.
“Com os mercados caminhando para um pouso suave nos EUA como cenário central, os prêmios de risco diminuíram e permitiram a recuperação das moedas com alto ‘carry’, incluindo o real”, afirmam os estrategistas. Para o banco, o dólar já caiu para R$ 4,90 “e pode ser difícil desvalorizar ainda mais”, o que leva o banco a manter posições levemente “overweight” em real. No entanto, o Lombard Odier espera que a moeda brasileira se valorize no futuro, à medida que as contas externas continuam fortes, o crescimento econômico é revisado para cima e o real é considerado uma moeda mais protegida em caso de uma desaceleração global mais intensa.
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