Segundo o artigo da revista The Economist, depois de quatro anos de ‘populismo desonesto’ de Bolsonaro, o Brasil retornou à sua situação comum.

Por Valor — São Paulo

23/12/2023 09h53 Atualizado há um dia

A tradicional revista britânica The Economist divulgou sua premiação de “País do Ano” de 2023. No texto, a publicação afirma que três países se destacaram por retornarem à moderação após um período tumultuoso: Grécia, Polônia e Brasil.

Sobre o Brasil, a Economist menciona que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de centro-esquerda, assumiu o cargo “após quatro anos de populismo enganoso sob Jair Bolsonaro, que disseminou teorias conspiratórias divisivas, apoiou a ação violenta da polícia, defendeu agricultores que incendiaram florestas tropicais, recusou-se a aceitar a derrota eleitoral e incentivou seus seguidores a tentarem uma insurreição”. Essa referência é feita aos atos golpistas de 8 de janeiro deste ano.

A revista ainda destaca que o governo de Lula rapidamente restabeleceu a normalidade e reduziu a taxa de desmatamento na Amazônia em quase 50%. No entanto, a Economist menciona que o Brasil perdeu o prêmio de “País do Ano” devido à postura de Lula de se aproximar de Putin, presidente da Rússia, e de Nicolás Maduro, o ditador venezuelano.

Em relação à Grécia, a publicação lembra que há dez anos o país estava em completa crise, passou por diferentes governos nesse período e ainda está longe da perfeição. Mesmo assim, o governo de centro-direita foi reeleito em junho, adotando uma política externa pró-Estados Unidos e União Europeia. “A Grécia demonstra que, à beira do colapso, é possível implementar reformas econômicas duras e sensatas, reconstruir o contrato social, mostrar um patriotismo contido – e ainda assim vencer as eleições”.

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