Pesquisa Genial/Quaest indica variação desfavorável na avaliação do governo Lula.

Por Fernanda Godoy, Valor — São Paulo

20/12/2023 07h00 Atualizado há 22 horas

A avaliação do desempenho do governo Lula teve uma queda no mês de dezembro, com a porcentagem de avaliações positivas diminuindo de 38% para 36%, enquanto as avaliações regulares aumentaram de 29% para 32%, de acordo com uma pesquisa Genial/Quaest realizada entre os dias 14 e 18 e divulgada nesta quarta-feira (20). O número de brasileiros que avaliam o governo de forma negativa permaneceu em 29%, dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Em relação ao trabalho realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aprovação se manteve estável em 54%, enquanto a reprovação aumentou em um ponto percentual em comparação com a pesquisa anterior, atingindo 43%.

O presidente tem seu melhor desempenho no Nordeste (70% de aprovação), entre as mulheres (55%) e entre os eleitores com mais de 60 anos (63%) ou que possuem apenas formação até o ensino fundamental (65%). No entanto, Lula ainda enfrenta desaprovação significativa no Sul (51% de reprovação), entre os jovens de 16 a 34 anos (47%) e entre os eleitores evangélicos (56%).

No balanço do primeiro ano de seu terceiro mandato, 45% dos brasileiros acreditam que o país está caminhando na direção certa, enquanto 43% acreditam que está indo na direção errada. Entre os eleitores bolsonaristas, esse percentual chega a 81%.

A polarização é vista como um problema agravante, de acordo com a percepção dos entrevistados: 58% responderam que o governo Lula contribuiu para dividir o país, enquanto 35% disseram que ele ajudou a uni-lo, e 8% não souberam ou não quiseram responder.

Em comparação com os dois mandatos anteriores, a avaliação predominante (36%) foi a de que o governo Lula está indo pior. Outros 32% opinaram que está igual, e 29% consideraram que o atual governo é melhor do que os mandatos de 2003-2006 e 2007-2010.

Os ministros mais bem avaliados são Fernando Haddad (Fazenda), com 7%, e Flávio Dino, que está deixando o Ministério da Justiça para assumir vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), com 4%.

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