Pela primeira vez em dois meses, o preço do petróleo apresenta um aumento semanal.

Por Gabriel Caldeira, Valor — São Paulo

15/12/2023 17h20 Atualizado 16/12/2023

O preço do petróleo encerrou em leve queda hoje, influenciado pela valorização do dólar, que torna mais caro e reduz a demanda por commodities cotadas em dólares americanos. Apesar disso, os contratos futuros tiveram a primeira alta semanal desde outubro.

O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, com entrega prevista para fevereiro, teve uma queda de 0,18%, para US $ 71,78 por barril. Enquanto isso, o Brent, referência global, para o mesmo mês, teve uma queda de 0,08%, para US $ 76,55 por barril. Na semana, os contratos subiram 0,48% e 0,94%, respectivamente.

O dólar foi o principal fator para as commodities hoje, pressionando não apenas o petróleo, mas também o ouro, devido a comentários mais conservadores dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) e dados que indicam a resiliência da economia americana.

Durante a semana, a postura mais inclinada a redução de juros do presidente do Fed, Jerome Powell, fez com que o mercado revisasse suas expectativas para as economias americana e global, o que apoiou o preço do petróleo. No entanto, a questão fundamental para a commodity energética é o nível de oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), de acordo com analistas de commodities da Capital Economics.

“Supomos que a produção da Opep+ começará a aumentar a partir de abril de 2024, pois os membros estão ansiosos para explorar as reservas existentes, enquanto a demanda ainda está crescendo. É certo que isso provavelmente pressionará os preços do petróleo para baixo, o que todos os membros gostariam de evitar”, dizem os analistas liderados pela economista-chefe de commodities, Caroline Bain.

A consultoria prevê que o mercado terá um pequeno déficit de oferta na maior parte do próximo ano, com um leve excesso de produção no último trimestre de 2024. A Capital espera que o WTI seja negociado a US $ 70 e o Brent, a US $ 75, no final do próximo ano.

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