Os representantes dos Estados Unidos chegam a Taiwan com a China ameaçando.

Por Valor, com Nikkei Asia — São Paulo
15/01/2024 11h20 Atualizado há 20 horas
Após o triunfo histórico de Lai Ching-te nas eleições presidenciais de Taiwan, os Estados Unidos enviaram uma equipe ao país como gesto de apoio à ilha, que enfrenta ameaças da China.
Stephen Hadley, ex-conselheiro de segurança nacional dos EUA entre 2005 e 2009 durante o governo do ex-presidente George Bush, o ex-secretário de Estado adjunto James Steinberg e Laura Rosenberger, presidente do Instituto Americano em Taiwan (AIT), fizeram parte da equipe americana que se encontrou na segunda-feira (15) com Lai e a atual presidente Tsai Ing-wen.
Hadley afirmou que os EUA buscam manter forte a relação entre os países com a nova administração na ilha, garantindo a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan.
“A democracia de Taiwan é um exemplo notável para o mundo e representa uma história de sucesso democrático baseada na transparência, no Estado de Direito, no respeito pelos direitos humanos e na liberdade”, disse Hadley durante uma reunião com Tsai.
A equipe americana desembarcou em Taipé no domingo à noite (14), um dia depois que o Partido Democrático Progressista (DPP), atualmente no poder, assegurou um terceiro mandato presidencial consecutivo.
Lai, líder do DPP e atual vice-presidente de Taiwan, sucederá Tsai como chefe de Estado em 20 de maio – no entanto, seu partido perdeu a maioria legislativa, o que provavelmente dificultará a aprovação de projetos de lei pelo novo líder.
O resultado das eleições foi visto como uma reafirmação da soberania de Taiwan e uma rejeição à intimidação chinesa. Espera-se que Lai mantenha as políticas externas de Tsai.
A China, que tentou interferir nas eleições com incursões militares e coerção, criticou Lai após sua vitória. Chen Binhua, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan da China, disse que os resultados “indicam que o DPP não representa a opinião pública predominante na ilha”, segundo a agência de notícias estatal “Xinhua”.
Pequim criticou Tsai e Lai por seu apoio à soberania de Taiwan. Durante a reunião com a equipe americana, Tsai afirmou que a visita não apenas demonstrou plenamente o apoio dos EUA à democracia de Taiwan, mas também destacou “a parceria estreita e sólida entre Taiwan e os EUA”. Ela enfatizou várias vezes que Taiwan hoje é “a Taiwan do mundo”.
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