Os juros futuros registram uma leve elevação sem influência externa.

Por Gabriel Roca, Valor — São Paulo
15/01/2024 09h50 Atualizado há 13 horas

O mercado global está paralisado devido ao feriado do dia de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos, o que resulta em taxas locais operando sem referência nesta segunda-feira, em um pregão com pouca liquidez. Apesar disso, os juros futuros apresentam uma leve tendência de alta, revertendo parte das quedas dos últimos dois dias.

Perto das 13h20, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 oscilava de 10,07% para 10,075% em relação ao ajuste anterior; a do DI para janeiro de 2026 passava de 9,69% para 9,665%; a do DI para janeiro de 2027 ia de 9,77% para 9,785%; e a do DI para janeiro de 2029 avançava de 10,16% para 10,18%.

Devido ao feriado em Nova York, a liquidez dos negócios é bastante limitada nesta sessão. No mesmo horário mencionado acima, apenas R$ 5 bilhões haviam sido negociados no DI para janeiro de 2026.

A maioria dos agentes ainda aguarda por novos sinais sobre a condução da política monetária dos Estados Unidos a curto prazo. No mercado, a maioria ainda aposta em um corte de juros em março, com cerca de 80% de probabilidade implícita, segundo o CME Group.

“Os dados divulgados na primeira semana do ano nos EUA não foram suficientemente claros para eliminar questionamentos, gerando volatilidade e aumento nas taxas. No entanto, analisando a dinâmica após as divulgações da inflação ao consumidor e ao produtor americano na última semana, o otimismo parece estar de volta ao cenário. A probabilidade de que o primeiro corte ocorra na reunião do Fomc em março superou os 80%, vindo de 68% observados uma semana antes”, afirma Lucas Queiroz, estrategista de renda fixa do Itaú BBA.

Ele destaca que um corte de juros no primeiro trimestre do ano pode incentivar os investidores a buscar alternativas fora dos Estados Unidos, o que abriria espaço para uma nova rodada de valorização das moedas emergentes e alívio nas inflações dos respectivos países.

“Em um cenário de queda das taxas, impulsionado por um ambiente externo positivo, títulos IPCA+ de longo prazo devem liderar os retornos, seguidos por títulos atrelados à inflação de prazos intermediários”, acrescenta.

No Boletim Focus, a mediana das projeções para o IPCA em 2024 caiu de 3,90% para 3,87%, enquanto as estimativas para 2025 e 2026 permaneceram em 3,50%. As projeções para a Selic em 2024 também foram mantidas em 9%, enquanto para 2025 e 2026 se mantiveram em 8,50%.

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