O Vitória é o mais recente clube de futebol a aderir à tendência dos bancos digitais.

Por Álvaro Campos, Valor — São Paulo

15/01/2024 17h25 Atualizado há 13 horas

O Esporte Clube Vitória está entrando na tendência dos bancos digitais ao lançar o Vitória Bank em parceria com a fintech 2Go Bank. Com esse acordo, o clube se torna o mais recente a aderir a essa iniciativa, após ter vencido a série B do Campeonato Brasileiro no ano passado e conquistado um lugar na elite do futebol nacional neste ano.

Sem divulgar os valores da parceria, que inclui patrocínio e nome do Vitória Bank na camisa, o presidente do clube, Fábio Mota, afirma que é a maior quantia já obtida pelo Esporte Clube Vitória por meio de um patrocínio. Ele ressalta que essa parceria vai além da relação entre o clube e a 2Go Bank, visto que a torcida é peça fundamental nessa iniciativa.

Os primeiros correntistas do Vitória Bank terão recompensas exclusivas, como sorteios e prêmios oferecidos pelo clube. A abertura de conta é gratuita. Além dos serviços bancários tradicionais, o super app promete disponibilizar produtos como tokenização de jogadores, Seguro Torcedor para ingressos e seguro pessoal para jogos, entre outros serviços. O aplicativo também oferecerá atualizações em tempo real, estatísticas, tabela de jogos e campeonatos, além de integração com o e-commerce do Vitória.

A 2Go Bank, fundada em 2020, lançou no ano passado o Banco Torcedor, que tem como objetivo principal atender clubes de futebol. Além do acordo com o Vitória, a fintech já anunciou a criação do 1972 Bank em parceria com a torcida organizada Independente, do São Paulo, em referência ao ano de fundação da torcida. Além disso, segundo Cyllas Elia, fundador e CEO da 2Go Bank, a fintech está em negociações avançadas com outros quatro clubes da série A.

Elia destaca que a tecnologia está unindo a paixão dos torcedores com uma nova fonte de receita para os clubes de futebol. Para os torcedores, a fintech oferece um SuperApp que engloba conteúdo, serviços financeiros e experiências exclusivas. Ele ressalta que, no esquema montado, os clubes recebem 50% dos royalties gerados pelos torcedores.

A 2Go Bank já fez o pedido de instituição de pagamento no Banco Central e utiliza os serviços de “banking as a service” da BMP e Pinbank. Segundo o CEO, cada parceria com um clube traz diferentes fundos como sócios da fintech, porém, por questões de confidencialidade, ele não revela os nomes.

Ele destaca que a oferta de serviços financeiros para torcedores de futebol, aliada a benefícios, ainda é pouco explorada. Nos modelos tradicionais, o banco firma um acordo de alguns anos com o clube, mas depois vai embora, levando consigo a base de clientes, deixando o clube sem nada.

Entre os bancos digitais dos clubes de futebol, um dos maiores é o Nação BRB, uma joint-venture entre o banco estatal do Distrito Federal e o Flamengo. O Bmg possui acordos com Corinthians, Atlético Mineiro, Vasco e Ceará. O Palmeiras lançou no ano passado o Palmeiras Pay em parceria com a Pefisa (fintech e braço financeiro do grupo Pernambucanas), Elo e Allianz Seguros.

Em outubro do ano passado, o banco Inter fechou um acordo com o Fortaleza Esporte Clube, tornando-se o banco oficial do time e um dos patrocinadores. O banco Inter já é parceiro e patrocinador do Athletico-PR no Brasil e recentemente fechou um acordo com o Orlando City, nos EUA.

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