O preço do petróleo termina em baixa devido ao feriado nos Estados Unidos e às tensões no Oriente Médio.

Por Eduardo Magossi, Valor — São Paulo
15/01/2024 15h57 Atualizado há 13 horas
O contrato futuro de petróleo Brent para março encerrou com uma pequena redução de 0,20%, ficando em US$ 78,15 por barril. Isso ocorreu em um dia de pregão mais curto e com baixa liquidez devido ao feriado de Martin Luther King nos EUA. Os mercados americanos estiveram fechados nesta segunda-feira (15), mas o petróleo WTI para fevereiro continuou sendo negociado no pregão eletrônico, com uma queda de 0,34% para US$ 72,43 às 15h40.

Apesar da queda, o mercado ainda está atento aos ataques dos houthis a navios mercantes no Mar Vermelho. No domingo (14), os Estados Unidos derrubaram um míssil lançado pelos houthis contra um navio de guerra americano no sudeste do Mar Vermelho.

Nicholas Snowdon, economista do Goldman Sachs, afirma que, apesar de improvável, se o Estreito de Hormuz fechar por um mês, os preços do petróleo podem subir 20% e dobrar se a interrupção for maior. “Atualmente, o conflito no Oriente Médio não está afetando a produção de petróleo, por isso o prêmio de risco geopolítico embutido nos preços é moderado”, disse ele.

O economista prevê que os preços do petróleo devem permanecer dentro de uma faixa estreita em 2024, alcançando US$ 80 em três meses, US$ 85 em seis meses e voltando para US$ 80 no final do ano. “Esperamos que a demanda sólida, os déficits modestos e os aumentos nos preços do petróleo levem a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) a aumentar a produção a partir de julho”, acrescentou Snowdon.

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