O preço do ouro cai com a valorização do dólar, porém registra alta de 1% na semana.

Por Gabriel Caldeira, Valor — São Paulo

15/12/2023 16h15 Atualizado há um dia

O preço do ouro encerrou em queda nesta sexta-feira (15), devido à valorização do dólar em relação a outras moedas de países desenvolvidos, o que aumenta o custo do metal e diminui a demanda no mercado futuro. No entanto, essa queda não foi suficiente para apagar os ganhos significativos da semana em resposta aos sinais mais favoráveis ao afrouxamento monetário emitidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega para fevereiro fechou em queda de 0,45%, a US$ 2.035,70 por onça-troy. Durante a semana, o ganho acumulado foi de 1,05%.

Neste dia, o dólar apresentou uma recuperação sólida em relação a moedas similares, com o índice DXY subindo 0,66%, para 102,625 pontos, por volta das 16h (horário de Brasília). A moeda norte-americana se beneficiou de comentários menos inclinados ao afrouxamento monetário feitos por dois dirigentes do Fed.

O presidente do Federal Reserve Bank de Nova York, John Williams, afirmou que cortes de juros ainda não estão sendo discutidos, o que vai contra o que o presidente do Fed, Jerome Powell, disse na quarta-feira (13). Ele mencionou que os cortes estão começando a ser considerados e são definitivamente um tópico de discussão.

Raphael Bostic, do Federal Reserve Bank de Atlanta, alertou que a redução da taxa básica não é iminente e depende da continuidade da queda da inflação. De qualquer forma, o dirigente admitiu que espera dois cortes de juros a partir do terceiro trimestre de 2024.

O avanço do dólar e a queda do ouro também ocorrem devido aos sinais de resiliência na atividade econômica dos Estados Unidos. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do país atingiu o maior patamar desde julho, de acordo com a leitura preliminar de dezembro da S&P Global. Além disso, a produção industrial do país aumentou 0,2% entre outubro e novembro, um pouco aquém das expectativas.

Jonathan Petersen, economista sênior de mercados da Capital Economics, acredita que o dólar deve cair um pouco mais em relação a moedas concorrentes no futuro próximo, à medida que o mercado se ajusta às taxas de juros mais baixas nos Estados Unidos. No entanto, a resiliência econômica dos Estados Unidos em comparação com outros países desenvolvidos deve apoiar a moeda.

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