O dólar está em leve baixa em um dia com agenda fraca e pouca liquidez.

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O dólar comercial está operando em leve queda no início da tarde desta segunda-feira, em uma sessão caracterizada pela baixa liquidez e pela ausência de uma direção clara para o mercado de câmbio. Os operadores aguardam agora os comentários do presidente do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia, Patrick Harker.

Por volta das 13h15, o dólar comercial estava sendo negociado com baixa de 0,18%, cotado a R$ 4,9457, após ter atingido a mínima de R$ 4,9426 e chegado perto da máxima de R$ 4,9583. No mesmo horário, o contrato futuro para abril da moeda americana estava recuando 0,21%, cotado a R$ 4,9565. Enquanto isso, o índice DXY, que avalia a força do dólar em relação a uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, apresentava queda de 0,09%, atingindo 103,764 pontos.

Hoje a sessão começou com o dólar mostrando leve fraqueza em relação ao real, em um ambiente de baixíssima volatilidade e pouca liquidez. Nas últimas 30 sessões, a média de contratos negociados no mercado futuro até às 13h15 estava em cerca de 138 mil, enquanto hoje foram negociados 70,2 mil contratos.

Pela manhã, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou de um evento, mas suas declarações não tiveram grande repercussão no mercado de câmbio. No cenário internacional, a agenda também permaneceu mais vazia hoje, deixando o dólar sem uma direção clara. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano estão subindo, após terem recuado consistentemente na última sessão, devido a dados mais fracos da economia dos EUA.

Como mencionado por Ian Lyngen, estrategista de renda fixa do BMO Capital, a indecisão e o medo estão influenciando o movimento do mercado de Treasuries no momento. “Embora a rigidez da inflação em janeiro tenha reforçado a perspectiva do Fed de ‘taxas mais altas por mais tempo’, os dados decepcionantes da indústria nos números do ISM reavivaram as preocupações de que a resistência da economia dos EUA possa em breve enfrentar ventos contrários reais.<"p>

Lyngen ressalta a importância desses dados do final da última semana, pois podem indicar que os números robustos de janeiro (inflação e mercado de trabalho) foram uma exceção. “É óbvio que o relatório de salários da sexta-feira e o CPI da próxima semana terão um peso maior na percepção dos investidores sobre a força geral da economia dos EUA.”

Hoje, o operador de banco destaca que entre as moedas que mais se beneficiam nesta sessão estão o real e o peso mexicano, o que confirma a ideia de que o diferencial de juros está exercendo uma influência significativa em dias sem direções claras para o mercado de câmbio.

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