O dólar comercial registra ganhos seguindo o mercado internacional e devido à baixa liquidez presente.

Por Arthur Cagliari, Valor — São Paulo

15/01/2024 09h47 Atualizado há 18 horas

O dólar à vista está em alta em relação ao real, seguindo a tendência global de valorização da moeda americana. Hoje, as negociações estão com menor liquidez devido ao feriado nacional de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos.

Por volta das 13h15, o dólar comercial estava sendo negociado a R$ 4,8822, com uma alta de 0,52%, após atingir a mínima de R$ 4,8312 e se aproximar da máxima de R$ 4,8865. No mesmo horário, o contrato futuro da moeda americana para fevereiro apresentava um aumento de 0,57%, a R$ 4,8925, enquanto o número de contratos girados estava em torno de 66,8 mil, abaixo da média das últimas sete sessões, que foi de 129,8 mil contratos.

De acordo com a análise do banco ING, os agentes devem monitorar a extensão do benefício fiscal às empresas, medida que está sendo debatida no Congresso americano. “O impacto do apoio fiscal pode ser negativo para o sentimento de risco – e positivo para o dólar – à medida que os mercados percebem um maior risco de inflação elevada e uma menor probabilidade de cortes nas taxas do Fed”.

Em relação ao real, o banco destacou obstáculos para a moeda brasileira, principalmente devido às incertezas fiscais. “Além disso, uma das principais exportações do Brasil, o minério de ferro, parece ter sofrido um aumento excessivo de preço, e uma correção pode levar o real a recuar”.

Apesar da tendência de alta do dólar em relação ao real no curto prazo, a Wagner Investimentos informa em nota que projeta uma queda no médio e longo prazo. “A diferença nas taxas de juros de dois anos entre o Brasil e os Estados Unidos aumentou em 70 bps desde o início do ano, o que ajuda a explicar a recente queda do dólar/real, mesmo com o índice do dólar (DXY) perto de 102,50”, acrescentando que as moedas da Colômbia e do México também subiram bastante nos últimos dias. “Esse movimento decorre do grande diferencial de juros desses países em relação aos EUA”.

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