Manhã no mercado: Operadores aguardam dados do PCE nos EUA em dia de menor disposição para o risco.

Por Gabriel Roca, Valor — São Paulo
22/12/2023 08h31 Atualizado há um dia

Na última sessão de negócios antes do Natal, os agentes financeiros estão ansiosos pela divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos Estados Unidos – o indicador de inflação favorito do Federal Reserve – para continuar orientando suas apostas nos cortes de juros ao longo de 2024. Nesse contexto, os dados do PIB no Reino Unido, abaixo das expectativas, aumentam as perspectivas de recessão em economias desenvolvidas, reduzindo o interesse por ativos de risco e aumentando a busca por proteção.

Quase às 8h, o índice Stoxx 600 apresentava uma oscilação positiva de 0,01%; o DAX, de Frankfurt, recuava 0,07%; o CAC 40, de Paris, aumentava 0,01%; e o FTSE 100, de Londres, subia 0,09%. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos europeus também oscilavam em relação aos ajustes do dia anterior. O título alemão de 10 anos subia de 1,963% para 1,966%, enquanto o título britânico de 10 anos recuava de 3,535% para 3,515%.

A economia do Reino Unido recuou no terceiro trimestre, com um número mais fraco do que o estimado inicialmente, e escapou por pouco de uma recessão após revisões para baixo dos trimestres anteriores.

O PIB do Reino Unido diminuiu 0,1% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, abaixo do valor anterior de variação estável nos dados preliminares publicados em novembro, de acordo com o Escritório de Estatísticas Nacionais divulgado na sexta-feira.

Nesse contexto, as apostas por cortes de juros nas principais economias estão aumentando. Dados da Refinitiv indicam que o mercado já está precificando totalmente um corte de juros pelo banco central da Inglaterra (BoE) em maio.

Nos Estados Unidos, os agentes estão aguardando a divulgação do PCE de novembro. A expectativa mediana dos economistas consultados pelo “The Wall Street Journal” é de estabilidade na leitura mensal e um aumento de 0,1% no núcleo do indicador.

Esses dados podem influenciar as apostas por cortes de juros nos Estados Unidos em 2024. Atualmente, de acordo com a ferramenta do CME Group, a probabilidade implícita de uma redução dos Fed Funds na reunião de março já chega a 85% e a precificação total de cortes é de 1,5 p.p até o final de 2024.

No Brasil, os ativos de risco podem ser impulsionados novamente pelo aumento nos preços do minério de ferro, que estão se aproximando de US$ 140 por tonelada, com a esperança de estímulos econômicos na China. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo também estão subindo nos mercados globais e a referência Brent para fevereiro está em alta de 0,64%, a US$ 79,93 por barril na ICE, em Londres.

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