Manhã no mercado: A perspectiva desfavorável no exterior tende a afetar os ativos locais.

Por Augusto Decker, Valor — São Paulo
16/01/2024 08h17 Atualizado há uma hora

Depois do feriado de Martin Luther King, que fechou os mercados nos Estados Unidos ontem, o país retoma os negócios hoje com taxas dos Treasuries em ascensão e queda significativa nos futuros dos índices de ações. Por volta de 8h10, a taxa da T-note de 10 anos trabalhava com aumento de 5,3 pontos-base, aos 4,003%; enquanto a da T-note de 2 anos subia 6,9 pontos-base, para 4,207%. O índice DXY, que compara o dólar americano a uma cesta de outras seis moedas de países desenvolvidos, também está em alta. Esse movimento pode pressionar negativamente os ativos locais hoje.

As declarações de Christopher Waller, membro do conselho do Federal Reserve, que participa de um evento às 13h (horário de Brasília), serão acompanhadas com atenção pelo mercado, que ainda está tentando projetar os próximos passos da autarquia. Dados do CME Group baseados nos futuros dos Fed Funds indicam que a maioria das apostas ainda aponta para o início do ciclo de afrouxamento monetário em março, apesar das declarações mais cautelosas de dirigentes do Fed nos últimos dias. As declarações podem influenciar especialmente os juros futuros americanos e locais. Os resultados dos bancos americanos podem influenciar o mercado de ações – hoje, estão previstos os balanços do Goldman Sachs e do Morgan Stanley. Na agenda de indicadores, o Fed de Nova York publicará o Índice Empire State de atividade industrial para janeiro.

No campo político, o ex-presidente americano Donald Trump venceu facilmente as prévias do Partido Republicano no Estado de Iowa, como indicavam as pesquisas.

O petróleo Brent está operando em alta de cerca de 1%, depois que os rebeldes houthis do Iêmen prometeram continuar atacando embarcações dos Estados Unidos. Esse movimento pode beneficiar os papéis do setor na bolsa brasileira, que têm peso no Ibovespa, e também influenciar moedas relacionadas à commodity, como o real, e a parte curta da curva de juros. O leilão tradicional do Tesouro também pode influenciar as taxas futuras locais.

As negociações em torno da reoneração da folha de pagamento de diversos setores da economia continuam em destaque no cenário local. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, estão considerando abordar o assunto em duas medidas provisórias. Haddad também discutirá o tema com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

À noite, as atenções do mercado se voltam para a China, que divulgará o PIB do quarto trimestre de 2023, bem como a produção industrial e as vendas no varejo em dezembro.

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