Líder influente de uma família poderosa do RJ mencionado no caso Marielle sofre revés no Supremo Tribunal Federal.

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, impôs um revés ao conselheiro do Tribunal de Contas Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão. Chefe de um poderoso clã da política fluminense e citado no caso Marielle Franco, Brazão estava tentando, no STF, invalidar as decisões do Superior Tribunal de Justiça que ordenaram quebras de sigilo e busca e apreensão contra ele entre 2017 e 2018. O conselheiro de contas foi preso na Operação Quinto do Ouro, deflagrada em março de 2017, juntamente com outros quatro colegas do TCE-RJ. Os cinco estão sendo processados no STJ pelos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, devido ao suposto recebimento de propina.

Marques negou o pedido de habeas corpus de Domingos Brazão, argumentando que existem “razões suficientes” para as medidas decretadas pelo STJ. O ministro considerou que as quebras de sigilo e a busca e apreensão não foram baseadas apenas em relatos de delatores, como afirmava a defesa. Ele afirmou que os depoimentos foram confirmados por documentos apreendidos e outros indícios coletados em uma investigação do STJ.

Domingos Brazão é irmão do deputado estadual Brazão, do União Brasil, e do deputado federal licenciado Chiquinho Brazão, que atualmente é secretário de Ação Comunitária da Prefeitura do Rio. Em setembro de 2019, ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por obstrução da justiça no caso Marielle. Em março deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro rejeitou as acusações contra Brazão.

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