Juros futuros flutuam em torno das correções, em conformidade com o mercado internacional.

Por Gabriel Roca, Valor — São Paulo

22/12/2023 10h26 Atualizado há um dia

Os rumores dos juros futuros refletem os ajustes do dia anterior, buscando uma direção, muito alinhados com os rendimentos dos Treasuries, que se afastaram das mínimas de sexta-feira após os dados do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos Estados Unidos. No último pregão antes do Natal, os agentes também estão atentos à votação do Orçamento de 2024 no Congresso Nacional.

Por volta das 13h30, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 passava de 10,055% para 10,05%; a do DI para janeiro de 2026 oscilava de 9,60% para 9,625%; a do DI para janeiro de 2027 ia de 9,70% para 9,715%; e a do DI para janeiro de 2029 recuava de 10,095% para 10,08%.

Os juros futuros começaram o pregão próximos aos ajustes, mas atingiram mínimas com dados de inflação menores do que o esperado nos Estados Unidos. O PCE caiu 0,1% em novembro, em comparação com uma expectativa de leitura estável. O núcleo, que exclui alimentos, energia e outros produtos voláteis, também mostrou desaceleração, subindo 0,1%, em comparação com 0,2% no mês anterior.

“Nesta semana, algumas autoridades do Fed tentaram novamente se opor às expectativas do mercado em relação aos cortes nas taxas de juros, mas, com o núcleo da inflação PCE abaixo de 2% anualizado nos últimos seis meses, essa última onda de ‘hawks’ não engana ninguém. Há cada vez mais evidências de que o susto da inflação pós-pandemia acabou e esperamos cortes significativos nas taxas de juros no próximo ano”, afirmam especialistas da Capital Economics.

Os dados fortaleceram a perspectiva de cortes nas taxas de juros nos EUA. Segundo a ferramenta do CME Group, a probabilidade implícita de uma redução nas Fed Funds na reunião de março já ultrapassa 88% e a precificação total de cortes é de 1,5 ponto percentual até o final de 2024.

No horário mencionado, o rendimento da T-note de 2 anos caiu de 4,339% para 4,336%, enquanto a taxa da T-note de 10 anos variou de 3,887% para 3,902%. Na Europa, após dados mais fracos do PIB do Reino Unido, o gilt de 10 anos recuou de 3,535% para 3,502%.

No Brasil, os agentes estão acompanhando o último dia de atividade do Congresso Nacional antes do recesso, que vota o Orçamento de 2024 em uma sessão conjunta hoje. “Internamente, os agentes continuam monitorando o encerramento dos trabalhos no Congresso. Hoje, o foco está na votação do Orçamento de 2024, aprovado ontem na CMO”, apontam os especialistas do BB.

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