Galípolo afirma que um déficit de 0,8% no resultado fiscal já está “em linha com as expectativas”.

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O chefe de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que, de acordo com a pesquisa Focus, o mercado está projetando um déficit orçamentário de 0,8% do PIB para este ano. Além disso, mais de 75% dos agentes econômicos preveem uma modificação na meta oficial de eliminar o déficit até 2024. Portanto, se o resultado fiscal se mantiver com um déficit de 0,8%, isso já está “relativamente precificado”. Em contrapartida, se o déficit for menor do que isso, “é uma boa notícia”.

Quanto aos protestos dos funcionários do BC pedindo aumento salarial, Galípolo afirmou que “as reivindicações trabalhistas dentro do Banco Central são totalmente legítimas e válidas”. Em relação à recente discussão sobre conceder autonomia financeira à autarquia, ele ressaltou a pertinência do debate, assim como a necessidade de avaliar a possibilidade de aprimorar qualquer política pública.

Galípolo ressaltou a importância de envolver os colaboradores do BC, o Poder Executivo, o Legislativo e a sociedade nessa discussão. Ele comentou: “Se a sociedade compreender os objetivos por trás da discussão sobre aprimoramentos institucionais, acredito que parte dessa polarização diminui e podemos debater o que é melhor para a sociedade brasileira. Ainda há um longo caminho a percorrer nesse sentido”, disse ele, evitando manifestar sua posição a favor ou contra a medida.

O chefe de política monetária também destacou que transferir o BC da alçada do governo pode ter impactos contábeis no orçamento da União, enfatizando que a autarquia nunca se recusou a prestar contas.

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