Expectativas de taxa de juros no futuro diminuem ligeiramente com o Congresso e o Fed em foco.

Por Victor Rezende, Valor — São Paulo

15/12/2023 09h41 Atualizado há um dia

Os futuros de juros estão próximos dos níveis de ajuste nesta tarde, seguindo o movimento do mercado internacional, onde os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) estão operando estáveis. Sinais do Federal Reserve (Fed, banco central americano) causaram alguma volatilidade na curva de juros, mas perderam força, enquanto o mercado continua de olho nas ações econômicas do Congresso Nacional.

Às 13h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 caiu de 10,11% para 10,085% em relação ao ajuste anterior; a do DI para janeiro de 2026 caiu de 9,72% para 9,70%; a do contrato para janeiro de 2027 passou de 9,82% para 9,80%; e a do DI para janeiro de 2029 oscilou de 10,25% para 10,23%.

A aprovação da MP das subvenções a investimentos na Câmara dos Deputados foi bem recebida pelos agentes do mercado, trazendo algum alívio na área de juros. Durante a manhã, as taxas chegaram a subir devido ao mau humor com as declarações do presidente da distrital de Nova York do Fed, John Williams, que indicou que o banco central americano não está discutindo cortes de juros no momento.

No entanto, o mau humor externo diminuiu ao longo da manhã e, nesta tarde, a taxa do T-note de dez anos está praticamente estável, em 3,911% (queda de 1,1 ponto-base em relação ao fechamento de ontem).

Embora tenha havido alguma volatilidade na curva de juros durante a manhã, os movimentos estão mais contidos, indicando possíveis sinais de esgotamento no mercado de juros após a forte alta das taxas futuras nos últimos dias. O cenário internacional continua sendo o principal fator para movimentar o mercado doméstico, e é isso que está levando os agentes a enxergarem uma chance crescente de uma Selic “terminal” mais baixa ou a possibilidade de aceleração no ritmo de cortes na taxa básica de juros.

“Embora a mensagem do Copom permaneça em um corte de 50 pontos-base nas próximas reuniões, prevemos uma chance crescente de aceleração na redução”, apontam os estrategistas do Citi. Segundo eles, se houver evidências de desaceleração do mercado de trabalho nos Estados Unidos, isso pode levar os bancos centrais a acelerar o processo de afrouxamento monetário. Atualmente, o Citi possui posições em juros de curto prazo, apostando na queda da taxa do DI para janeiro de 2025, com uma meta de 9,80%.

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