EUA: Biden culpa o Hamas por abuso sexual e desrespeito aos corpos de reféns

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou fortemente o tratamento dado às reféns feitas pelo grupo palestino Hamas, assim como sua recusa em soltá-las, além do uso de violência sexual para impor terror físico e psicológico.
“Há relatos nos primeiros dias de que o Hamas usou o estupro para aterrorizar mulheres e meninas durante o ataque de 7 de outubro em Israel”, afirmou Biden em um comício em Boston, na terça-feira (5/12).
“Isso é terrível. Relatos de mulheres sendo estupradas repetidamente, tendo seus corpos mutilados enquanto ainda estavam vivas; de cadáveres sendo profanados; de terroristas do Hamas infligindo o máximo de dor e sofrimento a essas mulheres e meninas para depois assassiná-las. É repugnante.”
Biden destacou as ações iniciais do Hamas em Israel, durante o ataque de 7 de outubro. Segundo o presidente dos Estados Unidos, houve relatos sobre violência sexual e violação dos corpos das mulheres mortas sendo usadas para aterrorizar pessoas do sexo feminino.
Biden enfatizou que o grupo extremista se recusa a libertar os reféns restantes. Ele exigiu sua libertação e reforçou que os Estados Unidos “não vão desistir”. “Deixe-me ser claro: a recusa do Hamas em libertar as jovens restantes foi o que quebrou este acordo e pôs fim à trégua. Todos que ainda estão sendo mantidos reféns pelo Hamas devem ser devolvidos imediatamente às suas famílias. Não iremos desistir”, assegurou Biden.
O presidente americano concordou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que também acusa o Hamas de violência sexual contra reféns. “Eu ouvi, e vocês também ouviram, sobre abuso sexual e incidentes brutais de estupro como ninguém”, reforçou Netanyahu.
Ele pediu que “líderes civilizados, governos e nações se manifestem contra essa atrocidade”. E cobrou apoio de grupos que defendem os direitos das mulheres: “Eu digo às organizações de direitos das mulheres, às organizações de direitos humanos: vocês já ouviram falar do estupro de mulheres israelenses, das atrocidades horríveis, da mutilação sexual – onde diabos vocês estão?”, questionou.
Há um total de 138 pessoas sequestradas na Faixa de Gaza, sendo 118 homens, 20 mulheres, duas crianças e 11 estrangeiros. Até agora, 110 reféns foram libertados: 86 israelenses e 24 estrangeiros.
O estupro, uma das principais formas de violência sexual, muitas vezes é utilizado como parte da estratégia de guerra. Desde 2002, esse crime é reconhecido como um crime contra a humanidade e de guerra, graças ao Estatuto de Roma.

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