Economistas aumentam previsão de IPCA para 4% e projetam Selic em 9,25% no próximo ano, de acordo com pesquisa do BC.

Mais economistas do setor privado veem mais riscos de alta do que de baixa em suas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos próximos dois anos, aponta o questionário.

Segundo o questionário, 16% e 6% dos analistas tinham viés baixista para as suas projeções de 2024 e 2025, respectivamente. No caso do viés altista, esse percentual era de 30% para ambos os anos. Já aqueles que enxergavam riscos equilibrados eram 54% e 64%, respectivamente.

No documento, os economistas também calculam que o El Niño tem impacto altista potencial de 0,6 ponto percentual sobre a inflação de 2024, segundo as projeções medianas. Desse 0,6 ponto, 0,2 ponto já está incorporado ao cenário.

Os economistas do setor privado calculam que a economia brasileira não tinha nenhuma ociosidade no terceiro trimestre deste ano, mas que essa ociosidade voltará a crescer até o fim de 2024.

Segundo o questionário, a projeção mediana dos analistas para o hiato do produto (medida de ociosidade) era zero no terceiro trimestre deste ano, ficando negativa em 0,1% no quarto trimestre e em 0,3% no quarto trimestre do ano que vem.

Os economistas também aumentaram as suas projeções para a taxa de juros real neutra da economia brasileira. Segundo o questionário, em dezembro a projeção mediana dos analistas para a taxa real neutra era de 5% para o curto prazo, 5% para dois anos e 4,8% para cinco anos.

No questionário de junho, essas estimativas estavam em 4,8%, 4,8% e 4,5%. A taxa neutra de juros é aquela que não acelera e nem desacelera o crescimento da economia.

Mais de 40% dos economistas consideram que a situação fiscal do Brasil piorou desde outubro. De acordo com o documento, 41% dos economistas responderam antes da última reunião do Copom que a situação fiscal piorou, 8% afirmaram que ela melhorou e 51% não enxergaram mudanças relevantes.

A projeção mediana dos analistas também aponta que as “medidas econômicas para recomposição de receitas” apresentadas pelo governo federal terão impacto de R$ 80 bilhões sobre a arrecadação no ano que vem.

Além disso, a estimativa mediana é que a dívida bruta do governo geral (DBGG) subirá até alcançar 92% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2032. Em setembro deste ano, ela estava em 74,7%.

Siga nosso canal e receba as notícias mais importantes do dia!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *