Devido ao feriado nos Estados Unidos e à baixa liquidez, os juros futuros encerram com variação mínima.

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Por Gabriel Roca, Valor — São Paulo

15/01/2024 18h20 Atualizado há 12 horas

Os juros futuros fecharam a sessão de hoje muito próximos aos valores de sexta-feira, em um dia com baixa liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos. Investidores aguardam informações sobre a política monetária americana e acompanham as negociações no Congresso brasileiro sobre a reoneração da folha de pagamento.

Com isso, no final do dia, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 manteve-se em 10,07%, mesmo nível anterior; a taxa do DI para janeiro de 2026 caiu de 9,68% para 9,64%; a taxa do DI para janeiro de 2027 subiu de 9,77% para 9,78%; e a taxa do DI para janeiro de 2029 aumentou de 10,16% para 10,175%.

Devido ao feriado em Nova York, a liquidez nos negócios foi bastante limitada. Apenas R$ 15 bilhões foram negociados no DI para janeiro de 2026.

Os investidores continuam aguardando novas informações sobre a política monetária dos Estados Unidos no curto prazo, após os dados de inflação divulgados na semana passada. A maioria das apostas do mercado ainda projeta um corte de juros em março, com cerca de 72% de chance implícita de ocorrer, de acordo com o CME Group.

“Os dados divulgados na primeira semana do ano [nos EUA] não foram suficientemente claros para eliminar dúvidas, o que gerou volatilidade e aumento nas taxas. No entanto, ao analisar a dinâmica após os dados de inflação nos Estados Unidos na última semana, a confiança parece estar de volta. A probabilidade de o primeiro corte ocorrer na reunião do Fomc em março superou os 80%, em comparação com os 68% observados uma semana antes”, afirma Lucas Queiroz, estrategista de renda fixa do Itaú BBA.

Segundo ele, um corte de juros no primeiro trimestre do ano pode incentivar os investidores a buscar alternativas fora dos Estados Unidos, o que poderia levar a uma nova apreciação das moedas emergentes e aliviar as inflações desses países. “Em um cenário de taxas em queda, impulsionado por um cenário externo positivo, os títulos IPCA+ de longo prazo devem liderar os retornos, seguidos pelos títulos atrelados à inflação com prazos intermediários”, aponta.

Sobre o pregão de hoje, um trader de um banco local afirma que houve alguma movimentação de estrangeiros, que limitaram o aumento nas taxas locais. “Durante o dia, mesmo com baixa liquidez e sem investidores norte-americanos, alguns estrangeiros estenderam suas posições aplicadas. Esses fluxos, juntamente com uma pressão menos intensa sobre o real, ajudaram a conter o aumento nas taxas locais. No final, a sessão foi encerrada com os rendimentos locais praticamente inalterados”, conclui.

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