Depois do encontro entre Xi e Biden, a China diminui abordagens aéreas de caças americanos que se aproximam de seu espaço aéreo.

Por Valor – São Paulo

18/12/2023 12h21 Atualizado há 11 horas

A China diminuiu as aproximações aos caças dos Estados Unidos e aeronaves de aliados americanos que voam perto do seu espaço aéreo. A mudança na estratégia ocorre depois da reunião entre os presidentes Xi Jinping e Joe Biden, que ajudou a reduzir as tensões entre os militares dos dois países.

Os dois líderes concordaram em retomar o diálogo militar bilateral, que foi interrompido no final de 2022 após a visita da então presidente do Congresso dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan. A viagem foi considerada uma provocação a Pequim, que considera a ilha como parte do seu território.

Depois da reunião, os EUA registaram uma diminuição nas aproximações dos caças chineses às aeronaves americanas e dos aliados, disse o chefe do Comando do Indo-Pacífico dos EUA, Almirante John Aquilino, numa conferência de imprensa, de acordo com o “Financial Times” (FT).

O Departamento de Defesa dos EUA afirmou que, nos últimos dois anos, os caças chineses realizaram 180 manobras “perigosas e coercivas” contra as aeronaves americanas, e outras 100 aproximações semelhantes aos aviões operados pelos aliados dos EUA. No último mês, essas ações caíram para quase zero.

Apesar da mudança de atitude da China no ar, Aquilino enfatizou que a China continua a adotar uma postura agressiva nas águas do Mar do Sul da China, tentando exercer controle numa região disputada, segundo o “FT”.

Os EUA têm tentado marcar uma reunião entre Aquilino e os oficiais chineses há quase três anos, para tentar reduzir a tensão na região – no entanto, até agora, não receberam uma resposta positiva de Pequim.

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