Depois de registrar um aumento de 160% neste ano, o Bitcoin apresenta uma queda oposta aos outros ativos de risco.

Por Toni Sciarretta, Valor — São Paulo

15/12/2023 09h11 Atualizado há um dia

O bitcoin (BTC) está novamente em queda nesta sexta-feira contrariando os demais ativos de risco devido à perspectiva de cortes de juros nos EUA até 2024. A criptomoeda está enfrentando dificuldades para progredir depois de ter subido aproximadamente 160% este ano.

Enquanto a maior das criptomoedas, o bitcoin, atingiu a mínima de US$ 42.067 na quinta-feira, depois voltou ao patamar próximo de US$ 43.000. No entanto, o ether (ETH), a moeda nativa da rede Ethereum, perdeu a marca de US$ 2.300, apesar do entusiasmo com a possibilidade de ganhos com as moedas de menor capitalização.

André Franco, chefe do Research do Mercado Bitcoin, destaca que a variação do bitcoin nos últimos dias está bastante relacionada ao cenário macroeconômico de ajustes na política monetária internacional, com redução da taxa de juros de 5,5% para 4,6% prevista para o final de 2024.

Franco aponta que os dados on-chain mostram que os investidores de longo prazo (LTH) acumularam 4 mil bitcoins nos últimos dias.

Por volta das 9h05 (horário de Brasília), o bitcoin apresentava uma queda de 1,1% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 42.779, enquanto o ether recuava 1,6% para US$ 2.272, de acordo com dados do CoinGecko. O valor de mercado total de todas as criptomoedas era de US$ 1,69 trilhão. Em reais, o bitcoin registrava uma desvalorização de 0,32% para R$ 211.248, enquanto o ether tinha uma perda de 0,84% para R$ 11.231, de acordo com os valores fornecidos pelo MB.

Segundo Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move, os últimos dados macroeconômicos dos Estados Unidos, como o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de novembro, que registrou uma variação de 0,1%, indicam que a economia está seguindo um caminho saudável.

“Posteriormente, espera-se uma onda de alta em que o bitcoin (BTC) rompa seus recordes históricos, marcando os anos de 2024 e 2025 como potenciais anos de alta no mercado, caracterizados por um clima de otimismo no mercado”, avalia o especialista.

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