De acordo com o Goldman Sachs, a imposição de um limite de taxa de juros no crédito rotativo não causa alterações significativas na indústria de cartões.

Por Álvaro Campos, Valor — São Paulo

22/12/2023 11h29 Atualizado há um dia

O limite de juros de 100% no uso empréstimos a longo prazo, que foi regulamentado recentemente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), não traz uma grande mudança estrutural para o setor de cartão de crédito, de acordo com o Goldman Sachs.

De acordo com os analistas do banco, embora o limite possa reduzir o apetite ao risco dos emissores, que já diminuiu ao longo do último ano devido ao atual ciclo de crédito, isso não representa uma mudança estrutural significativa. “A maioria dos saldos rotativos tem duração de apenas cerca de um mês, portanto, mesmo com uma taxa mensal efetiva média de aproximadamente 15% e uma anualizada acima de 400%, eles não cobram mais de 100% de juros”.

Na visão do Goldman Sachs, juros mais baixos e sustentáveis só podem ser alcançados por meio da redução dos custos de financiamento, da carga tributária e da melhoria das garantias, entre outros fatores. “A longo prazo, acreditamos que o Brasil precisaria adotar um modelo de empréstimo no cartão de crédito mais tradicional, com uma porcentagem maior de taxas de juros rotativas muito mais baixas. No entanto, devido à prevalência do parcelamento sem juros, quaisquer alterações estruturais provavelmente seriam difíceis de implementar”.

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