Compreenda a razão pela qual Lula rotulou Dino como primeiro-ministro comunista no STF.

A maioria obtida por Flávio Dino durante a votação necessária para conceder-lhe uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), foi celebrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dino recebeu 47 votos a favor dos senadores e 31 contra. Ao todo, eram 41 necessários para que sua indicação fosse aprovada. Atualmente com 55 anos, ele poderá ocupar o cargo de ministro do STF até os 75, idade em que é estabelecida a aposentadoria compulsória.

Flávio Dino iniciou sua carreira política em 1987, quando se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT). Representando o partido, atuou no movimento estudantil. Deixou o partido em 1994, quando foi aprovado como juiz federal no Maranhão.

Em 2006, pediu demissão do cargo e se filiou ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Dentro do partido, foi eleito em 2014 para o cargo de governador do Maranhão, cumprindo dois mandatos (2015 – 2022), quando deixou o cargo para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de 2022.

Em 2021, deixou o PCdoB para se juntar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), onde está até hoje.

Com pouco mais de 62% dos votos válidos, foi eleito senador, tomando posse em janeiro de 2022. Em seguida, foi anunciado como ministro da Justiça e Segurança Pública por Lula.

Em novembro deste ano, Dino foi indicado para o STF para ocupar a vaga da ex-ministra Rosa Weber, que se aposentou em setembro.

Para o professor Fernando Fontainha, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), as palavras de Lula podem ser interpretadas como uma provocação.

O comunismo, mencionado pelo presidente, é um modelo político e socioeconômico que surgiu no século XIX, na Europa. No Brasil, ganhou um partido político em 1922, com a fundação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – o qual Dino se filiou mais tarde.

“Hoje, o comunismo é uma palavra muito mais falada. Além de ser representado em partidos como o PSB e o PCdoB, é uma palavra muito mais utilizada para tentar desacreditar a esquerda de forma geral. No comunismo, acredita-se em superar o modelo capitalista em favor de uma forma de produção coletiva, sem a propriedade privada dos meios de produção”, explica Fontainha.

*Estagiária sob supervisão de Diogo Max

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