Braga admite que opta por postergar a reforma tributária, a fim de evitar votação em sessão online da Câmara.

Por Marcelo Ribeiro, Caetano Tonet e Raphael Di Cunto, Valor — Brasília

15/12/2023 13h20 Atualizado há um dia

Em acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o senador Eduardo Braga (MDB-AL) informou a seus aliados que preferiria que a análise da proposta de emenda constitucional (PEC) da reforma tributária pela Câmara fosse postergada para a próxima semana, para que o projeto não fosse debatido em uma sessão remota presidida por Arthur Lira (PP-AL).

O plenário da Câmara está focado hoje (15) na medida provisória (MP) de subsídio de investimentos, considerada uma das principais apostas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para aumentar a receita do governo. O objetivo de Braga é iniciar a votação da reforma em seguida.

Na visão dele, a reforma tributária “é um assunto muito sério para ser votado de forma remota”, relatou um parlamentar próximo do senador do MDB.

Na quinta-feira (14), Pacheco sugeriu que Lira adiasse a votação para a semana que vem, mas Braga rejeitou a ideia e manteve a previsão de realizar a análise hoje (sexta).

De acordo com fontes próximas, Braga já considera a possibilidade de o relator da reforma na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), retirar do texto a cobrança da Contribuição sobre Intervenção de Domínio Econômico (Cide) sobre bens similares produzidos na Zona Franca de Manaus, desde que o IPI, que será suprimido, seja mantido para a Zona Franca.

Ele tem afirmado que remover a parte sem apresentar uma solução alternativa representaria “o fim de sua carreira política” e também “o fim da Zona Franca de Manaus”.

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