Bancos lideram e impulsionam o rali do Ibovespa, impulsionado também pela influência externa.

Por Matheus Prado, Valor — São Paulo
22/12/2023 11h15 Atualizado há um dia
Em uma sessão volátil e com baixa liquidez, o Ibovespa está avançando com impulso limitado, enquanto investidores globais analisam os dados de inflação nos Estados Unidos e tentam fortalecer o consenso de que os juros serão mais baixos em 2024. O destaque positivo desta sessão são as ações dos bancos, que estão subindo em conjunto após a regulamentação da lei que impõe um limite para as taxas de juros no crédito rotativo do cartão de crédito.
Por volta das 13h30, o Ibovespa está subindo 0,48%, atingindo 132.815 pontos na máxima do dia. A mínima foi de 132.094 pontos. O volume de negociações projetado para o índice neste dia é de R$ 14,88 bilhões. Em Nova York, o S&P 500 está subindo 0,33%, atingindo 4.762 pontos, o Dow Jones está avançando 0,09%, atingindo 34.437 pontos, e o Nasdaq está subindo 0,30%, atingindo 15.009 pontos.
Com a proximidade das festas de fim de ano reduzindo a liquidez nos mercados, o Ibovespa oscilou entre os territórios positivo e negativo durante a manhã de hoje. Globalmente, os investidores estão analisando a leitura de novembro do PCE, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed), que mostrou alguma estabilidade.
O ganho já obtido nos mercados nas últimas semanas limita movimentos mais amplos, mas o Ibovespa continua alcançando máximas históricas durante o dia. Entre as ações, os bancos estão se destacando. As ações do Itaú estão subindo 1,74%, as do Bradesco estão avançando 1,05% e as units do Santander estão com uma alta de 1,63%, após o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter regulamentado ontem a lei que estabelece um limite de 100% para as taxas de juros no crédito rotativo do cartão de crédito. “Eu acredito que o resultado final foi melhor do que o mercado esperava e, além disso, elimina uma das incertezas que limitaram o setor durante o ano”, diz um gestor.
Não muito otimista em relação ao Ibovespa para o próximo ano, o chefe da área de mercados emergentes e investimentos globais do Goldman Sachs, Caesar Maasry, vê os bancos como uma boa aposta. “Eu acho que, no Brasil, excluindo as commodities, os bancos são interessantes. Da forma como eu vejo as ações emergentes, os bancos são menos influenciados pelas margens e inclinação da curva de juros, e mais pelas melhores condições financeiras e evolução dos empréstimos e crédito”, diz ele, observando que as preocupações fiscais podem limitar a queda dos juros.
“Em termos de ‘valuation’, os bancos parecem mais atrativos, assim como os bens de consumo. Com a história de melhora no crescimento, eu preferiria estar com bancos. Mas a exposição no mercado doméstico é mais clara quando se trata de investidores globais interessados na história de recuperação local”, afirma.
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