As bolsas de Nova Iorque apresentam um pregão discreto após declarações dos líderes do Federal Reserve.

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Por Gabriel Caldeira, Valor – São Paulo

15/12/2023 18h42 Atualizado há 23 horas

As bolsas de Nova York encerraram a sexta-feira (15) com movimentos modestos, concluindo de forma discreta uma semana marcada pelo rali causado pela postura menos conservadora do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em sua reunião de política monetária na quarta-feira (13).

Comentários dos dirigentes do banco central dos Estados Unidos mostraram que ainda existe certo desacordo dentro do comitê sobre os cortes de juros que o mercado está precificando.

No final da sessão, o índice Dow Jones teve um aumento de 0,15%, alcançando 37.305,16 pontos; o S&P 500 recuou 0,01%, chegando a 4.719,19 pontos; e o Nasdaq subiu 0,35%, atingindo 14.813,92 pontos. Ao longo da semana, os índices acumularam ganhos de 2,92%, 2,49% e 2,85%, respectivamente.

O primeiro dirigente do Fed a falar hoje, o presidente da distrital de Nova York, John Williams, foi contrário às indicações dadas pelo presidente do Fed, Jerome Powell, afirmando que o banco central ainda não está discutindo cortes de juros. Segundo Williams, a questão é se a taxa básica já atingiu seu máximo para este ciclo.

Raphael Bostic, da distrital de Atlanta, foi mais cauteloso e disse que os cortes de juros não são iminentes e dependem da continuação da queda da inflação americana.

Por fim, Austan Goolsbee, do Fed de Chicago, seguiu sua posição mais “dovish” (favorável ao afrouxamento monetário) ao afirmar que em breve o banco central terá que se preocupar mais com um aumento muito forte do desemprego do que com a possibilidade de reaceleração da inflação. No entanto, Goolsbee disse que os juros não devem cair “significativamente” em 2024.

A sessão de hoje também foi marcada por ajustes de posições devido ao vencimento de contratos de ações, ETFs e índices em Wall Street. Além disso, os índices S&P 500 e Nasdaq 100 passarão por um rebalanceamento após o fechamento do mercado.

Por fim, os investidores também observaram indicadores que mostraram a força da economia americana, como o aumento do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do país em dezembro, atingindo o maior patamar desde julho, e o aumento de 0,2% na produção industrial entre outubro e novembro.

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