Após dados sobre a inflação, as bolsas de Nova York caminham para a oitava semana consecutiva de ganhos.

Por Igor Sodré, Valor — São Paulo
22/12/2023 11h54 Atualizado há um dia
As principais bolsas de Nova York estão em leve alta, encaminhando-se para encerrar a oitava semana consecutiva de ganhos após os dados de inflação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) mostrarem desaceleração em novembro. Esses resultados aumentam ainda mais as perspectivas de que o Federal Reserve (Fed) começará a reduzir os juros no início do próximo ano.
Por volta das 13h25 (de Brasília), o Dow Jones está avançando 0,09%, a 37.434,84 pontos, enquanto o S&P 500 está subindo 0,32%, a 4.761,82 pontos, e o Nasdaq está registrando alta de 0,29%, a 15.008,50 pontos.
Na renda fixa, apesar da desaceleração da inflação, os rendimentos dos Treasuries estão aumentando. No entanto, o título de 10 anos continua abaixo de 3,900%. No horário mencionado acima, o rendimento do T-note de 2 anos está subindo para 4,340%, de 4,339% no fechamento de ontem. O retorno do T-note de 10 anos está avançando de 3,887% para 3,902%.
O índice DXY, que mede a relação do dólar com uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, registra queda de 0,18%, a 101,651 pontos.
Publicado anteriormente, o PCE teve uma queda de 0,1% em novembro. Em termos anuais, o indicador subiu 2,6% em novembro, desacelerando em relação aos 2,9% registrados em outubro. O núcleo – que exclui alimentos, energia e outros produtos voláteis – também mostrou desaceleração, subindo 0,1% em comparação aos 0,2% do mês anterior. Em relação a novembro do ano passado, o núcleo subiu 3,2%, em comparação com o aumento de 3,5% do mês anterior.
Portanto, a Capital continua esperando que o Fed comece a cortar as taxas de juros em março, “e em uma quantidade um pouco maior do que o consenso de 175 pontos-base no próximo ano”, afirma a nota.
Na avaliação da Pantheon Macroeconomics, se as tendências recentes da inflação continuarem, é provável que o Fed veja uma inflação abaixo da meta no final do próximo ano ou no início de 2025. “Nesse contexto, os mercados pressionarão ainda mais para que o Fed alivie mais do que a sua previsão atual de 75 pontos-base no próximo ano, e os formuladores de políticas não terão outra escolha a não ser seguir seu exemplo.”
Além do PCE, hoje também foi publicado o índice de confiança do consumidor dos EUA, que subiu para 69,7 em dezembro, de 61,3 em novembro. O resultado ficou acima da expectativa de 69,4 dos analistas consultados pelo “The Wall Street Journal”. Quanto à inflação, a expectativa para o período de 12 meses caiu de 4,5% para 3,1%, enquanto a inflação esperada para cinco anos foi de 3,2% para 2,9%, de acordo com a Universidade de Michigan.
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