A China se prepara para um potencial conflito prolongado no Indo-Pacífico.

A China está aprendendo com a invasão da Ucrânia pela Rússia e está se preparando para um conflito prolongado no Indo-Pacífico, fazendo alterações nas leis que facilitarão a integração entre as mobilizações militar e civil, de acordo com uma analista do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).
Meia Nouwens, pesquisadora sênior de políticas de segurança e defesa chinesas do IISS, afirmou que as recentes medidas adotadas pela China, como facilitar o retorno de reservistas e veteranos às suas antigas unidades e dar acesso às forças armadas à infraestrutura e aos estoques de combustível civis, mostram a perspectiva de Pequim sobre um conflito no Indo-Pacífico.
Ela acredita que essas mudanças sugerem que Pequim não vê um conflito na região como “uma vitória rápida e fácil após um ataque surpresa”, mas sim reconhece que pode ser prolongado e uma guerra de atrito.
De acordo com Meia Nouwens, a China tem estudado as medidas adotadas pela Rússia para lidar com a guerra na Ucrânia, onde Moscou acreditava que conquistaria o país em alguns dias, mas os combates continuam dois anos depois.
Segundo o Military Balance, os gastos da China com defesa em 2023 aumentaram 5,4% em moeda local, totalizando 1,55 trilhão de yuans (US $ 219,5 bilhões). Este é o 29º ano consecutivo de crescimento nos gastos militares. O valor equivale a US $ 407,9 bilhões pelo critério de paridade do poder de compra.
As ações assertivas da China levaram a aumentos consideráveis nos orçamentos de defesa no leste da Ásia. Os gastos de Taiwan cresceram 24,2% em 2023, enquanto o Japão iniciou seu plano de crescimento plurianual com um aumento de 10,5% no mesmo ano.
Robert Wall, editor do Military Balance, afirma que é a China, e não a Rússia, que motiva os planos de modernização dos recursos militares. Wall diz que Moscou “fala muito”, mas tem pouco para mostrar no campo militar. Por outro lado, ele destaca que os chineses desenvolveram novas armas avançadas, que são cada vez mais interessantes em termos de design, e estão divulgando-as. Ele se refere especificamente às armas de alta velocidade, como os planadores hipersônicos. “Washington não está obcecada com o que Moscou faz em termos de capacidade militar. Mas está muito focada no que Pequim faz”.
Siga nosso canal e receba as notícias mais importantes do dia!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *