A chegada de Gonet marca o começo de uma nova etapa na relação entre MPF e Lula.

Por Isadora Peron, Valor — Brasília
18/12/2023 12h54 Atualizado há 11 horas
A indicação de Paulo Gonet para a liderança da Procuradoria-Geral da República (PGR) está sendo interpretada como o começo de uma nova fase na relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Ministério Público Federal (MPF). Ele assumiu o cargo nesta segunda-feira.

O discurso de Lula, que critica a Operação Lava-Jato, já era esperado pelos membros da cúpula da PGR, que afirmam que o assunto está superado dentro da instituição.

Também se acredita que Gonet assume a liderança da PGR em um ambiente mais harmonioso, após a saída de Augusto Aras. Desde o final de setembro, o órgão foi liderado interinamente pela subprocuradora Elizeta Ramos, que recebeu muitos aplausos durante a cerimônia.

Em seu discurso, Lula, que foi preso pela Lava-Jato, disse esperar que o novo procurador-geral da República não faça “acusações infundadas” durante seu mandato.

Ele também afirmou que “havia um tempo” em que as manchetes dos jornais falavam “mais alto do que os autos dos processos”. Sobre isso, o presidente defendeu que o MPF não deveria tratar “todos os políticos como corruptos”.

A mensagem foi direcionada a Rodrigo Janot, ex-PGR que comandou a PGR durante o auge da Lava-Jato. Ele ocupou o cargo de 2013 a 2017 e foi responsável por criar a força-tarefa de Curitiba. Foi a partir da atuação dos procuradores no Paraná que Lula foi condenado à prisão no processo envolvendo o caso do tríplex do Guarujá.

Janot decidiu comparecer à posse nesta segunda-feira e sentou-se na primeira fileira do auditório, reservada aos ex-PGRs. Durante a cerimônia, ele ficou cara a cara com o presidente e aplaudiu de forma contida o discurso de Lula.
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Por Isadora Peron, Valor — Brasília
18/12/2023 12h54 Atualizado há 11 horas
A indicação de Paulo Gonet para a liderança da Procuradoria-Geral da República (PGR) está sendo interpretada como o começo de uma nova fase na relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Ministério Público Federal (MPF). Ele assumiu o cargo nesta segunda-feira.

O discurso de Lula, que critica a Operação Lava-Jato, já era esperado pelos membros da cúpula da PGR, que afirmam que o assunto está superado dentro da instituição.

Também se acredita que Gonet assume a liderança da PGR em um ambiente mais harmonioso, após a saída de Augusto Aras. Desde o final de setembro, o órgão foi liderado interinamente pela subprocuradora Elizeta Ramos, que recebeu muitos aplausos durante a cerimônia.

Em seu discurso, Lula, que foi preso pela Lava-Jato, disse esperar que o novo procurador-geral da República não faça “acusações infundadas” durante seu mandato.

Ele também afirmou que “havia um tempo” em que as manchetes dos jornais falavam “mais alto do que os autos dos processos”. Sobre isso, o presidente defendeu que o MPF não deveria tratar “todos os políticos como corruptos”.

A mensagem foi direcionada a Rodrigo Janot, ex-PGR que comandou a PGR durante o auge da Lava-Jato. Ele ocupou o cargo de 2013 a 2017 e foi responsável por criar a força-tarefa de Curitiba. Foi a partir da atuação dos procuradores no Paraná que Lula foi condenado à prisão no processo envolvendo o caso do tríplex do Guarujá.

Janot decidiu comparecer à posse nesta segunda-feira e sentou-se na primeira fileira do auditório, reservada aos ex-PGRs. Durante a cerimônia, ele ficou cara a cara com o presidente e aplaudiu de forma contida o discurso de Lula.

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